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O que é a Fitoterapia chinesa?

Fitoterapia Chinesa, faz parte de um sistema médico milenar, muito maior e mais abrangente, que é a Medicina Tradicional Chinesa.

A Fitoterapia Chinesa consiste no uso de folhas, flores, frutos, raízes, cascas de plantas e também minerais, para uso terapêutico. As diferentes maneiras de preparo de plantas medicinais para sua utilização na Fitoterapia Chinesa, são muito importantes.

 


 

 

 

 

 

 

 


Quais os princípios básicos da Fitoterapia Chinesa?

As ervas tem sabores peculiares, como acre, doce, amargo, salgado, azedo, e suave. Existem também diversas temperaturas, como quente, frio, morno, neutro, fresco e outras intermediárias. A Fitoterapia Chinesa, diz que doenças quentes devem ser tratadas com ervas frias, e doenças frias devem ser tratadas com ervas quentes. Estas preparações levam o paciente ao equilíbrio, facilitando a digestão para que as ervas sejam bem absorvidas. Muitas ervas são proibidas durante a gravidez, pois podem   ajudar o aborto. Não faça de maneira nenhuma a auto- medicação.


 Qual o papel  da Fitoterapia na Medicina Tradicional Chinesa?

O seu papel é tão ou mais importante que a acupunctura. Na realidade, os fitoterapeutas chineses usam apenas fitoterapia para tratar os seus pacientes, mas a maioria dos acupunctores socorre-se da fitoterapia para combinar com os tratamentos de acupunctura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando se deve recorrer à Fitoterapia?

A fitoterapia chinesa é muito eficaz no tratamento de síndromes de vazio sendo, nestes casos, mais eficaz que a acupunctura. Por outro lado, como não é praticável fazer acupunctura todos os dias, como na China, é frequente recorrer à fitoterapia como complemento da acupunctura.


Como é prescrita a Fitoterapia Chinesa?

Primeiramente é realizado um diagnóstico que consiste em responder a um grande questionário baseado em hábitos alimentares, histórico médico, estilo de vida, estados mental e emocional, ginecologia, exames da língua, e pulsação. Após chegar ao diagnóstico, o fitoterapeuta chinês, escolhe uma receita que mais se aproxime do quadro médico do paciente, prescrevendo de cinco a quinze ervas, combinadas entre si. Raramente é usada uma só erva. Após esta primeira consulta, que tem a duração aproximada de uma hora e meia, o paciente deve voltar a se consultar pelo menos uma vez por semana, ou a cada quinze dias, para que ajustes nas dosagens sejam feitos. As ervas não são ingeridas por mais de trinta dias sem uma prévia consulta com o fitoterapeuta.

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

As plantas duma fórmula têm todas a mesma importância?

Na fitoterapia chinesa, raramente são prescritas plantas isoladas. Na filosofia da MTC, o paciente deve ser visto como um todo e não como tendo os sintomas isolados. Tratam-se as manifestações, mas também as causas. Para concretizar estes princípios, a fitoterapia recorre a fórmulas constituídas por um número variável de plantas, associadas de acordo com as suas características energéticas e cujo conjunto vai servir para tratar uma ou várias síndromes (conjunto de sintomas e sinais). O número de plantas das fórmulas fitoterápicas é variável. Há plantas mais importantes do que outras, mas todas elas têm um papel importante, pois quando se retira uma planta ou se altera a dosagem, passamos a ter outra fórmula com características energéticas completamente diferentes. A planta principal, ou “imperador”, é o “coração” da fórmula e a sua acção é dirigida ao sintoma principal; a “planta ministro” reforça a acção da planta imperador e trata outros sintomas secundários; a “planta auxiliar” reforça a acção das plantas imperador e ministro, elimina ou reduz a sua intensidade, toxicidade e trata sintomas secundários; a “planta guia” dirige a acção da fórmula para o meridiano, sistema ou parte do corpo afectada, regulando ainda a acção das outras plantas da fórmula. Em cada fórmula pode haver uma ou mais plantas de cada uma destas categorias.


As plantas devem ser tomadas sempre mediante prescrição de um especialista de Medicina Tradicional Chinesa?

Normalmente, não se tomam plantas chinesas isoladas, pelo que é sempre aconselhável seguir a prescrição de um especialista de Medicina Tradicional Chinesa, que determinará a combinação de plantas (fórmula) adequada a cada caso, e que poderá variar de acordo com a evolução da patologia.